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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020.
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Colunista - Fernando Maia

Agonia de um partido

segunda-feira, 19 de outubro 2020

Não foi necessária a realização da campanha para a presidência da República, para se constatar a decadência dos chamados grandes partidos, onde a falta de vocação se revela desde os tempos da monarquia. Um levantamento mostra que o Brasil é o país que mais partidos teve no mundo. Contudo, devido à falta de conteúdo ideológico e de estrutura eles vão sumindo. Um exemplo bem evidente ocorre com o MDB, que, criado para simular um bipartidarismo, em 1964, chegou a se agigantar, agrupando todas as forças de oposição ao regime militar. Virou partido em vez de movimento e ganhou 90% dos governos estaduais, agigantando-se na Câmara e no Senado, se autodenominando o “partido da governabilidade”. Mas, não conseguiu escapar ao destino autodestrutivo dos partidos brasileiros. Como exemplo, no Ceará, o novo MDB, que quase conquistou o Palácio da Abolição, com Eunício Oliveira, entrou em lenta agonia. Na CMFor, onde já foi majoritário, tende a desaparecer, já que seu único vereador, Casimiro Neto, dizendo-se abandonado pela executiva estadual, desistiu de tentar o sétimo mandato. A renúncia do seu único vereador reflete o estertor de um grande partido. Outros grandes, como o PSDB e PT, caminham no mesmo rumo, resistindo anemicamente em alguns estados.

Peso da Fiec. Valeu o esforço do presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, com o projeto Medidas de Desenvolvimento para o Norte e Nordeste. O Ministério do Desenvolvimento Regional, usando a Fiec como ponto de apoio, comprometeu-se a dar continuidade a todas as obras estruturais paralisadas nos estados dessas duas regiões.

Sustentável, mas….. Deputado governista vivendo a expectativa do momento, dizia-nos ontem que é sustentável a situação do candidato do PDT à prefeitura de Fortaleza, mais pelo seu entorno que pela performance do deputado José Sarto Nogueira, cujas apresentações na TV não convencem. Na sua avaliação, chega mesmo a ser patética em meio a tantos sorrisos forçados, mal administrados.

Critica perversa. É evidente que trata-se de um correligionário que não nutre a menor simpatia pelo candidato do PDT, indicado pela cúpula partidária sem ouvir o colegiado. É compreensível que, como presidente do Legislativo, José Sarto Nogueira não agrade a todos os deputados, mas quando a crítica vem de casa, torna-se perigosa e perversa.
Ódio como tema. Começa a ser aquecido o clima da campanha pela PMF. De um lado, o deputado Capitão Wagner (Pros) acusa adversários governistas de montarem o gabinete do ódio, com vídeos e faces. Por seu lado, o prefeito RC diz que Wagner se forjou na política do ódio, apoiando revoltas de policiais, que ameaçaram a paz.
Vacinas.Em 1904, inimigos do prefeito Pereira Passos, do Rio de Janeiro, organizaram a Revolta da Vacina, quando ele determinou a imunização da população contra a varíola. Em São Paulo, bolsonaristas ameaçam fazer o mesmo com o governador João Doria Júnior, que se prepara para vender a outros estados a vacina do Butantan, abrindo perspectivas de gordas comissões nesse rico mercado.
Pegou mal. Pegou muito mal Roberto Cláudio, deixar de comparecer à entrega de 1.111 moradias, no Bairro Vicente Pinzón, com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, para não sair na foto junto a Rogerio Marinho, que trouxe o deputado Danilo Forte, como representante parlamentar do Planalto.

“Se não encontrarmos outra fonte de renda para a manutenção do programa Renda Cidadã, teremos que usar um imposto de merda”. – Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o projeto substituto do Bolsa-Família.

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