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Colunista - Cláudio Humberto

Alcolumbre usa gaveta para prejudicar diplomacia

quinta-feira, 28 de novembro 2019

Considero legítimo o compartilhamento

Ministro Celso de Mello, decano do STF, que votou pelo compartilhamento, mas com autorização judicial

No exterior, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adora o tapete vermelho dos diplomatas brasileiros, mas, no Brasil, ele os trata como inimigos, impedindo a tramitação de indicações de embaixadores. Nem sequer leu (é uma formalidade regimental), por exemplo, a indicação do diplomata Hermano Telles Ribeiro à embaixada no Líbano, datada de 31 de julho. Alcolumbre estaria retaliando a recusa de sua indicação de um ex-ministro de Dilma (PT) para representar Bolsonaro na ONU.

Provincianismo

Alcolumbre queria Mauro Vieira na ONU, para retribuir rapapés em Nova Iorque recebidos do embaixador, conhecido mestre da bajulação.

País prejudicado

Durante todo ano de 2019, até agora, só 29 embaixadores passaram pelo crivo do Senado. Foram 47 nos últimos seis meses de 2018.

Ele não está nem aí

Alcolumbre avisou que a indicação de Nestor Foster para Washington, nossa principal representação no exterior, só será lida em 2020.

Tudo a mesma coisa

Um dos mais limitados presidentes de sempre do Senado, Alcolumbre não diferencia um embaixador do chefe do Funrural no Amapá.

Costas largas

A estabilidade de Ramos no emprego é determinada pela amizade e admiração de quem decide no Governo: Bolsonaro & filhos.

Experiência

Sergipano, político experiente, Fraga foi deputado federal, por quatro vezes, no Distrito Federal. Ele é coronel da reserva da Polícia Militar.

Incompreendido

O general Ramos tem se queixado, a interlocutores, de bola nas costas dos demais ministros e da falta de visibilidade do seu trabalho na mídia.

Polícia desacreditada

Estranha a atitude do governador do Pará, Helder Barbalho, trocando o primeiro delegado que teve a coragem de mexer no vespeiro de ONGs picaretas e ongueiros idem. É forte o lobby das ONGs, na região.

Precedente perigoso

O jurista Gustavo Badaró vê risco à privacidade de alguns cidadãos com a decisão do STF. “Parentes de investigados, que não cometeram crime algum, têm sua privacidade fiscal e bancária devassada”, disse.

Fundão sem limites

O Congresso derrubou o veto de Bolsonaro ao artigo da “minirreforma” que definia o fundão sem vergonha. Voltam as emendas impositivas de bancada para serem usadas – sem limite – para bancar a eleição.

Mordomia até no motel

O vereador José Roberto Esteves (MDB) foi cassado por unanimidade por ter usado carro oficial da Câmara de Pedro de Toledo (SP) para ir ao motel “The Queen”, em São Paulo. O caso já foi enviado ao MP.

Abusar é crime hediondo

Projeto da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) torna crime hediondo o abuso sexual de crianças. Segundo ela, a intenção é aperfeiçoar o combate a crimes dessa natureza.

Isso não é crime hediondo

Já o deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ) quer tornar “crimes hediondos” contrabando e falsificação de cigarros. Cigarro falso viraria crime mais grave que alguns tipos de homicídio… que vexame. 

Estudo não se perde

Cursar o Ensino Médio em tempo integral deve ser uma estratégia do Governo para atingir melhores resultados. Secretário do MEC, Jânio Macedo prevê aumento de 50% com mais 500 escolas já em 2020.

Otimismo de volta

Levantamento do SPC Brasil revelou que houve aumento do número de pessoas que pretendem usar o 13º salário para comprar presentes para as festas de fim de ano. Este ano serão 32% contra 23% em 2018

Pensando bem…

… soltar, no Pará, suspeitos de incendiar a floresta é como deixar uma raposa tomar conta do galinheiro: tem tudo para virar fogueira de novo.

Candidato a senador em 1986, Mauro Benevides estava em um palanque na praça dos Franciscanos, Juazeiro do Norte (CE), quando o candidato a deputado estadual Marcus Fernandes contou a lorota em forma de “sonho”: “Sonhei que Padre Cícero Romão Batista baixava num monte de nuvens diante de mim e, com aquela voz tronitoante, que só os santos possuem, apontou pra mim e disse: ‘Marquinhos tu és um dos meus!’ Benevides cutucou o orador e implorou, ao pé do ouvido: “Marquinhos, por favor, me bota nesse sonho!…”

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