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Colunista - Fernando Maia

Desrespeito ao orçamento

segunda-feira, 26 de outubro 2020

Conselheiros do TCE, chamam a atenção de candidatos a prefeito e a vereador de Fortaleza que devem atentar para as limitações do orçamento municipal, para evitar promessas mirabolantes, sem informar de onde virão recursos para cumprir sonhos. Em suas arengas eleitoreiras, parecem ignorar que Fortaleza não tem o orçamento de País nem do Estado, mas de um município sobrevivendo de fontes como o IPTU, IPVA, FPM e ICMS. O prefeito a ser eleito terá de administrar um orçamento de R$ 9,1 bilhões, sujeito a redução. A esse problema, acresçam-se mais outros, com destaque para a inevitável avalanche de emendas parlamentares a serem apresentadas, nem que seja apenas para engordar currículos exibidos em pleitos futuros. Portanto, como não existe mágica para “esticar a baladeira”, é pertinente a preocupação de autoridades fiscais na advertência a candidatos e seus patronos para que tenham um mínimo de respeito a realidade econômica e financeira da capital cearense, procurando entender o possível e não o imaginário da verdade orçamentária. Se candidatos continuarem agindo de forma perdulária, sem atentar para viabilidades, estarão plantando desgostos que poderão se transformar em pesadelos amanhã.

Muito importante. Para o deputado Danilo Forte (PSDB-CE), o País deve ficar atento às movimentações da Câmara dos Deputados, tendo em vista a votação, amanhã, de uma medida provisória da maior importância para a economia dos estados, com destaque os do Nordeste. Trata-se da criação de incentivos contábeis que encorajam os bancos a abrirem mais créditos para capital de giro de micros, pequenas e médias empresas empregadoras, atingidas em seu processo de crescimento pela pandemia.

Abstenção. Para o experiente ex-deputado e ex-vereador Mário Hélio, se não acontecer motivações para despertar mais entusiasmo no eleitorado, as previsões que apontam uma grande abstenção tenderá a crescer. Sem comícios e outras atrações, muita gente não hesitará em pagar a multa de 3 reais para deixar de votar.
Natal sem alegria. Camilo Santana ignora pressões e protestos contra eventos em recintos fechados. Pode achar que está certo, mas seria importante abrir esse mercado para fazer o povo sorrir feliz nos festejos de fim de ano. Seria melhor aprender a conviver com os males que nos afligem que alimentar o estresse coletivo com mais isolamento.
Identificando. Segundo o vereador Idalmir Feitosa (PSD), se o aumento do contágio pela covid-19 em Fortaleza está localizado nos bairros da Aldeota, Mucuripe, Meireles e Parque do Cocó. Isso significa que se trata de algo da responsabilidade de pessoas ricas e da classe média-alta, que devem ser alvos de rigorosas medidas.
Caminho difícil. Em Fortaleza, já está comprovada a desistência de 20 candidatos à Câmara Municipal e outros 54 indeferidos pela Justiça eleitoral, sendo oito pela Lei da Ficha Limpa. Uma análise dos desistentes e impugnados mostra que, em sua maioria, ou se trata dos atuais, ou de ex-vereadores, facilitando a renovação.
Pão e circo. Em apoio a protestos contra shows para evitar aglomerações, Wesley Safadão assume a defesa de artistas proibidos de trabalhar, enquanto comícios e praias estão superlotados. Há fundamento na queixa do cantor. Desde o Imperio Romano, o princípio do pão e circo alimentava o contentamento do povo com os seus governante.

“Se você encontrar um vereador se lastimando, haverá dois motivos certos para isso: ou é da oposição, ou não faz parte do caderninho do prefeito para ser reeleito”. Ex-deputado Ely Aguiar.

Mais informações de Fernando Maia:
e-mail: fernandomaia@oestadoce.com.br

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