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Colunista - Fernando Maia

Eleição sem segundo turno

terça-feira, 20 de outubro 2020

A estratégia de avaliação do voto indeciso poderá decidir vitória ou decretar derrota. Quem for mais experiente nesse quesito levará vantagem na curta campanha política deste ano. A advertência é do cientistas político Marcelo Sidrião, também professor da Unifor e profundo conhecedor do ambiente eleitoral de Fortaleza. Num pleito que será atípico, diferente em tudo, não será seguro repetir-se experiências do passado. Pra começo de conversa, devemos ter a maior abstenção dos últimos anos, por razões que todos conhecem, e não haverá surpresas se a eleição for decidida logo no primeiro turno. Quem chegar as urnas liderando pesquisas será o futuro prefeito de Fortaleza, sem ter de disputar um segundo turno. Fatores extraordinários como prorrogação da data do pleito, proibição de aglomerações, efeito impactante da covid-19 nas pessoas e na economia, e a falta de conteúdo dos candidatos criaram as condições perfeitas para afastar o eleitor das urnas. Tá todo mundo de saco cheio com tudo e com todos, elevando o estresse coletivo. Ninguém vai querer votar duas vezes. A busca do voto útil vai influenciar a concentração de votos em quem estiver liderando pesquisas, determinando o vencedor no primeiro turno. Tendo como base pesquisas realizadas no formato espontâneo, a quantidade de eleitores sem candidato varia de 30% a 40%. Levando-se em conta a existência de 1,8 milhão de eleitores habilitados, se todo esse volume comparecer às urnas teríamos 700 mil indecisos. Restrições de outros fatores importam, por outro lado, numa dieta que predispõe as classe que definem o pleito a não encherem as ruas. Pelo que estamos acompanhando hoje, uma parcela decisiva do eleitorado não está receptiva a cumprir deveres cívicos por falta de motivação e fadiga própria de pessoas que não mais acreditam nos nossos homens públicos.

Pá de areia. Na coluna passada, focamos a lastimável situação do MDB, depois de ter sido um das mais poderosos legendas do Ocidente. O vice-presidente da sigla, Gaudencio Lucena, além de declarar o voto para o candidato do Pros, veio a público, para “cornetar” Walter Cavalcante, presidente do diretório de Fortaleza, cuja candidatura diz que não decolou. Na verdade, Gaudencio divorciou-se da legenda quando da separação dos seus negócios com Eunício Oliveira, desvinculando-se do partido e do seu candidato.
Tem feito campanha a favor do Capitão Wagner.

Sarto vai ou não. Rumores estranhos envolvem o candidato do PDT à Prefeitura de Fortaleza. Ao que se informa, contaminado pela covid-19, teve o estado de saúde agravado por uma pneumonia que poderá afastá-lo da fase derradeira da campanha eleitoral. Já se fala em substituição do candidato.
Momento de desespero. Pelo sim ou pelo não, o PDT vive um momento dramático, convivendo com uma situação desesperadora. Por forças das circunstâncias, atravessa riscos inesperados. O que fazer? Lançar logo outro candidato ou acreditar na recuperação do deputado José Sarto Nogueira? O partido tem pouco tempo para decidir.
A eleição se dará, impreterivelmente, a 15 de novembro.
Substitutos. Não há informações oficiais do PDT sobre substituição do candidato. Mas, se isso vier a ocorrer, a escolha se daria entre dois nomes: Salmito Filho, deputado estadual e nome preferido dos vereadores, e o secretário Samuel Dias, amigo “in pectore” do prefeito Roberto Cláudio, Samuel Dias.
Reconhecimento. O governador Camilo Santana, por ocasião do Dia Mundial do Médico, postou, na sua rede social significativa homenagem à categoria, a quem agradeceu pela sua ação decisiva no combate e à redução da pandemia no nosso estado. Para ele, os médicos, além da grandeza da sua missão, se agigantaram, salvando milhares de vidas no Ceará.
Incertezas. Políticos envolvidos em campanhas para prefeito e vereador no Interior, estão sendo advertidos pela Justiça Eleitoral para detalhe para o qual deveriam estar mais atentos: 48% dos processos de candidaturas ainda nem foram julgados, podendo muitos candidatos que já se acham em campanha não disputar o pleito.
Olha o nível!. Não deixa de estar com a razão a deputada Luizianne Lins, candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza, ao denunciar exageros do deputado federal Heitor Freire, candidato do PSL. Em programa radiofônico, ele, em vez de manter o nível elevado, tratou a loura como “candidatinha vermelha doida para voltar” e de “galega de pulso frouxo”.

“O prefeito que elege vereadores para mantê-los subjugados aos seus interesses escusos, comporta-se como o pior dos exploradores da Era da Escravidão no Brasil”. Ex-senador gaúcho Pedro Simon.

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