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Colunista - Fernando Maia

Governistas monitoram Wagner

quarta-feira, 05 de agosto 2020

Ainda ofuscados pelas preocupações com a covid-19, os acontecimentos políticos começam a ganhar destaque, notadamente na sucessão do prefeito Roberto Cláudio em Fortaleza. Recentes lances políticos dão destaque à maneira como o deputado Capitão Wagner, do Pros, vem avançando, construindo uma escalada que tem tudo para causar inveja aos pedetistas e seus aliados. Já estão fechados com Wagner, e o seu Pros, mais sete partidos: PTC, Podemos, Republicanos, PMB, PSC, Avante e PMN. Além do mais, há caça também aos apoios do PSDB e MDB, esse último também desejado pelo PDT e PT por conta de seu expressivo tempo de Rádio e de TV. Com alguma lógica, lideranças representativas do grupo governista alegam a inexpressividade de todo esse bloco de pequenas siglas ao lado de Wagner, principalmente tendo em vista os obstáculos para chegarem a CMFor sem coligações proporcionais. De qualquer modo, seria altamente temerário para os governistas menosprezarem os avanços do Capitão, já que os votos de pequenos partidos poderá ter efeito decisivo em uma eleição com três forças expressivas – o candidato do PDT, Wagner e Luizianne. A se manterem as atuais tendências, o PDT poderá, no máximo, disputar um lugar na reta final da corrida pela PMF com remota chance de vitória.

A verdade de Lúcio.
No evento de lançamento do Movimento Eleições Limpas, o único ex-governador que participou foi Lúcio Alcântara, tratado com o respeito do qual é merecedor. Em seu pronunciamento, ele fez questão de destacar um dos fatores que, ao seu ver, tem sido o causador da repetição de irregularidades nas eleições realizadas nas últimas décadas. Para ele, isso só tem ocorrido em consequência da falta de celeridade nas ações da Justiça Eleitoral.

Pente-fino. Passado a limpo, a performance dos candidatos do PDT não impressionou a dois marqueteiros que fizeram trabalho de projeção eleitoral em Fortaleza. A avaliação foi dura. Nenhum dos cinco nomes tem perfil vencedor. Todos são feijão com arroz que satisfazem o paladar doméstico do partido, mas não do povo.

Wagner e Lins no 2º. A falta de um nome chamativo, agregador, deixa o PDT dependente de uma ação não esgotada de recuperação, tendo como base o potencial de uma aliança integrada por 24 partidos. O arcabouço clássico do caráter impositivo das suas lideranças, no entanto, otimiza as chances de Luizianne Lins e do Capitão Wagner chegarem ao segundo turno.

Balão de ensaio?. Com a confiança do PDT na lista quíntupla para a escolha do seu candidato à sucessão de Roberto Cláudio, persistem comentários de que há outros nomes para o caso de haver mal resultado nas pesquisas eleitorais com Sarto, Idelvan, Salmito, Ferrúcio ou Samuel Dias.

Pisou na bola. O PDT “pisou na bola”, ao querer alterar o texto do Marco Legal do Saneamento Básico, que foi aprovado depois de debates no Congresso e junto à sociedade. Coube ao ministro Luiz Fux negar o pedido de suspensão da execução do importante projeto.

Guiando. Ontem, por ocasião de mais uma reunião-debate virtual dos cinco pré-candidatos do PDT e do aliado Alexandre Pereira, do Cidadania, houve troca de ideias e experiências com o pré-candidato a presidente Ciro Gomes. Os temas foram emprego e renda e gestão pública, matérias em que Ciro é uma das maiores autoridades do País.

Não é para todos. Com dificuldades de angariar votos ao vivo, vereadores se desdobram em projetos de asfaltamento, areninhas, ciclovias e pontos de ônibus para comunidades onde hajam votos. Mas só tem vez quem faz parte da corte. A oposição está querendo denunciar essa prática ao MP, mas falta alguém com coragem para assumir o confronto.

“Se há um vício político a ser banido com urgência, é a eleição de presidentes de câmaras municipais através da compra de vereadores por prefeitos”. Gonzaga Mota, ex-governador do Ceará, e ex-deputado federal.

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