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Colunista - Fernando Maia

Mambembe e desnecessário

segunda-feira, 01 de março 2021

Estimativa do TCU apontava, em 2019, um total de 14.400 obras federais paralisadas, herança dos governos Lula e Dilma, com prejuízo corrigido, hoje, em mais de R$ 120 bilhões. O nosso assunto se refere a um desses “elefantes brancos”, no caso, o projeto de duplicação da BR-222 em Tianguá, na Ibiapaba, e o estado do Piauí, com o Governo Federal decidido a desencalhar aquele sumidouro de recursos. O presidente Bolsonaro poderia assinar, no seu gabinete, a ordem para a sua conclusão. Mas, o Presidente, sem o menor respeito ao isolamento social, resolveu fazer da sua visita um espetáculo mambembe e desnecessário, armando seu circo de aglomerações por onde passava, cercado por deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores bajuladores. Esse clima resultou em nova ameaça de contaminação aos nativos da região, contrariando todas as medidas adotadas pelo governador Camilo Santana, que lá não pisou, com certeza, prevendo, antecipadamente, que o interesse maior do Presidente era protagonizar o espetáculo de sempre. E o que é pior, o “gran finale” desse espetáculo lamentável teve como principais participantes os deputados federais Capitão Wagner (Pros), AJ Albuquerque (PP), Doutor Jaziel (PL) e Domingos Neto (PSD), aplaudindo frenética e entusiasticamente a exibição patética de Bolsonaro, em mais uma de suas bravatas, condenando governadores empenhados na luta contra o coronavírus, acusando-os de fecharem seus estados. Uma cena vergonhosa de circo itinerante a ser apagada da História.

Esclarecendo aumentos. O deputado Mauro Filho (PDT), explica, sem complicar, para que não sejamos trouxas como quer o governo federal, os motivos pelos quais não é a cobrança do ICMS o fator responsável pelos recentes aumentos de 34%da gasolina e 27% do diesel. Ele mostra, com dados, que tais aumentos, que concorrem para tornar galopante a inflação do País, têm como causas a política de remuneração de investidores e dos custos estratosféricos da Petrobras.

Camilo vai às compras. Alheio às atitudes condenáveis de Bolsonaro, o Governador, ao contrário do Presidente, impõe respeito e confiabilidade ao anunciar que irá amanhã a Brasília para negociar aquisição de vacinas com representantes do laboratório produtor da Sputnik V. Camilo Santana cansou de esperar pelo programa nacional de imunização.
Prevenção. Em todo o País, agrava-se a pandemia obrigando chefes de poderes a agir em defesa da sociedade. Parte na frente o presidente do Senado Federal, pautando para o início desta semana medida provisória determinando a dispensa de licitação para a aquisição de vacinas pelos estados e municípios. Esse também cansou de esperar.
Agronegócio. No Senado Federal, será votado quarta-feira (3), o projeto que cria o Fundo de Investimentos nas Cadeias do Agronegócio (Fiagro). Pela importância, a matéria, que visa a captação de dinheiro pelos agropecuaristas no mercado de capitais, conta com apoio dos senadores Tasso Jereissati (PSDB) Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Podemos).
Alerta. Antônio Granja, primeiro-secretário da Alece, alerta sobre oferta do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), para atrair pequenos municípios que não conseguem pagar seus servidores, para empréstimos através da formação de consórcios intermunicipais, para serem devedores em bloco.
Vespeiro. Na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador bolsonarista Inspetor Alberto, do Pros (aquele da Hilux de R$ 400 mil) transforma a oposição num vespeiro contra os irmãos Cid e Ciro Gomes pelas críticas feitas a Bolsonaro. Atenta, a bancada do PDT prepara cerrado contra-ataque aos contrários.

“Quando jovem, eu julgava que a política era a segunda profissão mais antiga. No fim, descobri que ela empata com a prostituição, pelo menos no que há de pior”. Ronald Reagan, ator e ex-presidente dos Estados Unidos.

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