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Colunista - João Soares Neto (Escreve)

Manoel de Barros e a Orfandade da Poesia

sexta-feira, 24 de agosto 2018

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu, em 19 de dezembro de 1916, no Mato Grosso. Que, depois, virou dois Estados. Nasceu em Cuiabá, morreu em Campo Grande. Dois em um. Formou-se em Direito, advogou até. Casou-se, teve filhos, cansou de advogar e virou fazendeiro/poeta. Sofreu. Perdeu filho em desastre aviatório, mas nunca usou a tristeza como mote. Há um ano padecia e se finou no dia 13 passado. Quem quiser procurar, ele está em alguns escritos meus. Ora como epígrafe, ora com suas frases despidas de retórica, mas poéticas. O que escrevo abaixo é mera pesquisa/colagem. Reúno o que falaram sobre Manoel de Barros. Falta-me envergadura para descrevê-lo. Uso os outros como meio. Eu sou a mensagem. Carlos Drummond de Andrade, em 1986, teve a coragem de dizer que Manoel de Barros era o maior poeta brasileiro vivo. Não mentia.

A morte de Manuel de Barros nos entristece e mostra uma dura realidade: há poucos bons poetas no Brasil de hoje. Há rimadores e metrificadores, mas lhes falta essência na poesia, sobra a não naturalidade. Ele, Manoel, quis apenas dizer o simples, não se propôs a voos condoreiros que não mais cabem neste mundo transformado por mudanças que o dealbar deste século nos impuseram. Voou fora de sua própria asa.

Cada época da história deu à civilização um novo compasso. Ocorre que a invenção do chip, do computador, da internet, dos DJs, da quebra de fronteiras, dos livros digitais e do surgimento de novas linguagens, incomuns aos renitentes, mostram o atraso que nos persegue.

A “vanguarda primitiva” de Manoel de Barros possui sintaxe própria, sem o rebuscamento inglório dos que não sabem ser simples. Alguns se lastimam, outros cantam amores e há apenas os que tartamudeiam. Ele elegeu a singeleza. Vejamos: 1. Gravata de urubu não tem cor; 2.O esplendor da manhã não se abre com faca; 3. Mais alto que eu só Deus e os passarinhos. A dúvida era saber se Deus também avoava. Ou se Ele está em toda parte como a mãe ensinava. 4. A poesia está guardada nas palavras – é tudo que sei. Meu fado é o de não saber quase tudo. Sobre o nada eu tenho profundidades. Não tenho conexões com a realidade. Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas). Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado de elogios.

Em um especial da televisão GNT vê-se profunda identidade entre Manoel de Barros e o seu simplório caseiro, ambos felizes. Manoel de Barros poetou, pela primeira vez, em 1937, em plena ditadura Vargas, pouco antes da eclosão da Segunda Grande Guerra Mundial. Talvez, quem sabe, optou por ser lírico ou onírico. Nada de engajamento, de questionamentos, de dores de amores, de metáforas buarqueanas, que viriam depois. Era direto ao ponto. No filme documentário feito Pedro Cézar, de 2008: “Só Dez por Cento é Mentira”, o autor parte de um chiste de Barros: “Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira”. Para Armando Freitas Filho, citado por Sérgio Rizzo, na Folha de São Paulo, 14.11.2014, Manoel de Barros “começou como um poeta formal, clássico, de dicção nobre, até chegar a uma poesia singular”. Refinou-se. Como ele próprio dizia: “Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma”.

GRANDES NOMES:Atriz

Juliana Paiva

Hoje damos destaque na capa do nosso Linha Azul para a talentosa atriz carioca Juliana Paiva. Ela que se descobriu atriz, no tempo em que morou aqui em Fortaleza e resolveu seguir carreira artistica, em 2008 ao vir para Fortaleza com a familia por conta da empresa do pai, Juliana logo se enturmou com a galera do teatro do colégio, foi nesse período em que ela teve certeza do querida para sua vida.
Atualmente ele vive a personagem Marocas em O Tempo não para, folhetim global das 19 horas. Juliana contracena na novela com seu namorado Nicolas Prates, que atua como Samuca e namorará Marocas. Ao voltar para a Cidade Maravilhosa, a estrela ingressou em uma agência de atores e conseguiu aos 16 anos participações nas novelas “Viver a Vida” (2009) e “Cama de Gato” (2009). Mas a grande chance da atriz chegou com a personagem Val, uma roqueira estilosa, em “Ti Ti Ti” (2010) e como Camila em “Cheias de Charme” (2010). Em 2012, Juliana conseguiu seu lugar ao sol ao conquistar os corações dos adolescentes brasileiros, quando aceitou interpretar Fatinha em “Malhação”. A periguete fazia e acontecia para conseguir ser uma dançarina famosa de funk e acabou conquistando o coração do playboy Bruno, interpretado por Rodrigo Simas. Ainda em 2013, a atriz fará Lili, sua primeira protagonista, na nova novela das 19 horas, “Além do Horizonte”.

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