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Colunista - Fernando Maia

“Marmotas” da política

terça-feira, 27 de outubro 2020

O Brasil, campeão em vários esportes, entraria também, sem problema, no campo da política eleitoral ocupando primeiro posto do Guiness Book da corrupção. Dificilmente, haverá outro país mais rico em “marmotas” utilizadas por partidos e candidatos, desde que temos eleições. A criatividade dos políticos gera os mais estranhos e condenáveis tipos de recursos para permanecer no poder. Em determinado pleito, na Zona Norte e Ibiapaba, uma primeira-dama, querendo evitar a derrota do marido, transformou os produtos da merenda escolar em cestas básicas, e o que é incrível, para serem distribuídas com eleitores adversários para que “virassem”. Este ano, para não quebrar a triste tradição, outro tipo de marmota foi identificado pela Justiça Eleitoral e, acreditem, são doações para candidatos vindas de quem menos poderia doar, ou seja, dos beneficiários do auxílio emergencial concedidos pelo Governo como forma de amenizar perdas geradas pela pandemia. As autoridades investigam se os beneficiários tiveram violados suas contas, ou se seria novo modelo de “rachadinha”, entre políticos e parentes próximos de quem está no poder.

Responsabilidade. O procurador-Geral da Justiça, Manuel Pinheiro, tomou para si a responsabilidade de cobrar dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza documento em que se comprometem a dar prioridade a projetos destinados a apoiar crianças e adolescentes. Não obstante, está devendo a sociedade esclarecimentos sobre a denúncia contra o deputado Bruno Gonçalves, envolvendo o prefeito Roberto Cláudio, encaminhada à PGJ em outubro do ano passado pelo vereador Maninho Palhano, até agora diligenciado em silêncio pelos fiscais da lei.

Campanha em domicílio. Da maneira como o eleitorado de Fortaleza se encontra pulverizado para divisão entre dezenas de partidos e mais de 1.200 candidatos à Câmara Municipal, postulantes sem meios de reunir multidões estão tendo de fazer suas campanhas de porta em porta e ao vivo, restringindo a garimpagem eleitoral.
Abstenção gigante. Confirmam-se as previsões de especialistas eleitorais sobre a abstenção. Contando com votos nulos e brancos, estima-se que cerca de 800 mil eleitores, ou até mais, poderão deixar de votar, dia 15 de novembro. É o que nos assegura o marqueteiro Marcelo Salgado, professor de Avaliação Estatística da Unifor.
Faz sentido. A previsão do professor Marcelo Salgado tem como base as duas últimas eleições que registraram, em 2016, índice de abstenção de 25%, e de 17% em 2018, com pleitos normais, o que não ocorrerá no atual, quando as eleições sofrerão os efeitos da prorrogação de data e do novo coronavirus.
Confrontos. Sem comícios e sem debates, os candidatos que lideram as pesquisas em Fortaleza começam a perder a timidez e partem para confrontos diretos nas campanhas de Sarto versus Wagner e Sarto versus Luizianne. O confronto entre Luizianne versus Wagner, ainda não se caracterizou e dificilmente ocorrerá. O inimigo é o mesmo…
Reforços. Nesta reta final da campanha pela PMF, o Capitão Wagner, do Pros, ganhou, para a sua equipe a presença do executivo Geraldo Luciano. Em compensação, o deputado Sarto Nogueira (PDT) passa a ter ao seu lado a respeitabilidade e a competência de Eudoro Santana, pai do governador Camilo Santana e esteio valioso de Roberto Cláudio.

“Evite sempre comparar o comportamento de determinados políticos ao de prostitutas; esta última categoria pode processá-lo por desrespeito”. Jornalista e humorista José Simão.

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