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Colunista - Fernando Maia

O rolo do PT

quarta-feira, 25 de março 2020

As preocupações com os desdobramentos da pandemia têm conseguido fazer o mundo político esquecer os problemas enfrentados pelos partidos em relação ao pleito de outubro. Não merecido muitas manchetes o “rolo” criado no coração do PT, com a pré-candidatura de Luizianne Lins à PMF, imposta, “na marra” pelos seus correligionários mais fanáticos, e com o apoio da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffman, porta-voz do ex-presidente Lula. Enquanto se achava que os petistas adversários estavam dormindo, não era isso, entretanto, o que acontecia. Despertando para a realidade, os contrários resolveram se movimentar no sentido de que haja uma intervenção nacional do partido, a favor de uma decisão que não venha a trazer divisões internas na sigla. Para os eu não aditam a Loura, houve manipulação do diretório, ao determinar que a deputada seja o único nome a ser apoiado. Fala-se que houve acordo para evitar disputa interna. Entretanto, um ponto importante está sendo destacado pelos petistas não-luiziannistas. Todas essas manobras são feitas sem o conhecimento do governador Camilo Santana, que ainda é petista e deseja a união PT-PDT, sem ter de romper com os irmãos Ciro e Cid Gomes nem com o prefeito Roberto Cláudio.

BOCA SUJA. Quando Jânio Quadros e Lula da Silva abriam a boca para pronunciar impropérios, expressões desconexas, logo havia uma explicação. Ambos eram dipsomaníacos, consumidores descontrolados de cachaça e similares. No caso do Bolsonaro, que não bebe, só se pode explicar as inconveniências que tem costumeiramente usado, se forem escritas por um dos filhos, todos também desequilibrados.

Caindo fora. Vereador eleito pelo PSD, o advogado Benigno Junior, reconhecidamente um dos bons quadros da Câmara Municipal de Fortaleza, acaba de deixar a legenda. Desde ontem, assinou ficha de filiação ao Partido Progressista, a convite de Zezinho Albuquerque. Foi o primeiro a renunciar o voraz Domingos Filho.

Sem farpas. Apesar de discordar das inconveniências do presidente Bolsonaro, Camilo Santana prefere ignorá-las. Em vez de réplicas de contra-ataques, há coisas mais urgentes a serem cuidadas, a começar pelo respeito às orientações da OMS e do Ministério da Saúde.
Boa pedida. O deputado Tonzé Albuquerque (PP) apresentou na Câmara Federal projeto solicitando um plano do Ministério do Desenvolvimento Regional, com a supervisão da Sudene e BNB, para promover a recuperação econômica das micro e pequenas empresas.
Equipe. Adianta o prefeito Roberto Cláudio. A equipe que vai trabalhar no hospital improvisado no Estádio Presidente Vargas está devidamente pronta para entrar em ação. Serão ao todo 500 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de Enfermagem e outros.
Mais leitos. Mais uma boa informação dada pelo governador Camilo Santana à população de Fortaleza, na batalha antipandemia. Mais 150 leitos serão instalados em anexos do HGF, Hospital do Coração e Hospital César Cals. As ações estarão a cargo da Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus.
Agitando. Como já era esperada, a proposta do senador Elmano Férrer (Podemos-PI) para adiamento da eleição-2022, mexe com os políticos do Ceará. O presidente regional do PSDB, Luiz Pontes, é a favor. Capitão Wagner é contra e, para variar, há quem defenda eleição em 2021.
Sem igual. A Fraport, concessionária do Aeroporto Internacional Pinto Martins, vai aproveitar a temporada sem voos para adiantar as obras de ampliação e modernização daquele equipamento. Promete que teremos um aeroporto que servirá como modelo no Brasil e América Latina.
De novo a Enel. Depois de ganhar fama pelas suas cobranças em dobro, a Enel está sendo obrigada pela Justiça a religar todos os cortes de energia de pessoas inadimplentes. Ao mesmo tempo, a complicada empresa está proibida de realizar novos cortes.
Risco evitável. Referindo-se ao desastroso pronunciamento do presidente Bolsonaro. na noite de terça-feira, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, diz que o risco que corremos com as propostas é perfeitamente evitável, desde que a sociedade passe simplesmente a ignorar as manifestações calamitosas dele.

“Não se pode crer na moralização da política dos municípios, onde vereadores são comprados por prefeitos com festas de aniversário”. Luís Fernando Veríssimo, jornalista, músico e humorista.

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