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Colunista - Fernando Maia

O teste dos padrinhos

sexta-feira, 16 de outubro 2020

Assunto que vem sendo repetidamente abordado por analistas e pesquisadores eleitorais: o pleito municipal em Fortaleza vai colocar em xeque a orça de pelo menos quatro prestigiosos “padrinhos”, dar musculatura a candidatos: Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Lula e Camilo Santana, que está bombeando nas avaliações de ótimo e bom. Essa eleição é vista sob diferenciados ângulos, sendo o mais focado a necessidade que esses “caciques” terão de ser vencedores, tendo em vista a eleição presidencial de 2022. No caso de Ciro, sua vitória em 2022 estará condicionada à vitória da chapa Sarto-Élcio. Bolsonaro, que apoia Capitão Wagner, quer a reeleição, mas os seus apoiadores ainda não esqueceram a fragorosa derrota que lhe impôs Camilo Santana na campanha de presidente. JB poderá se apropriar de uma vitória de Wagner para dizer que deu a volta por cima, derrotando Ciro e Camilo no terreiro deles. E isso significaria uma gloria nacional. O caso do Lula é bem mais complicado. Em primeiro lugar, porque ele tem remotas chances de poder ser candidato. Em seguida, vem o grave, com os candidatos do PT amargando decepções nas pesquisas. Mas, ninguém se engane, a eleição de Fortaleza está federalizada e vai depender do apoio de velhos “dragões”.

Olhando o futuro. Hoje, em Fortaleza, o titular do Ministério do Desenvolvimento e o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, comandarão ações voltadas para temas da maior importância e urgência para o Nordeste. Às 18 horas, no Auditório Waldir Diogo, serão discutidas as últimas etapas da transposição do Rio São Francisco e o passo seguinte que abrirá as fronteiras do Ceará para o agronegócio, ampliando novas áreas de irrigação na Chapada do Apodi. O Ceará será grato ao presidente da Fiec por esse grande benefício.

Alento. Na pesquisa do Ibope, ficou constatada a importância do apoio de Camilo Santana e Roberto Cláudio nas eleições. Com gestões bem avaliadas, o candidato do PDT saltou de 10% para 16% no índice de preferência eleitoral, abrindo novas perspectivas ao pouco simpático candidato do partido.
Rejeição. Como havíamos alertado, a falta de números da rejeição dos candidatos veio à tona com o Ibope. Luizianne é a “campeã”, com 36%, seguida de perto pelo Capitão Wagner, tecnicamente empatado com ela, com 33%. Bem distantes, estão Sarto, com 17%, e Heitor Férrer, com 15%. A rejeição não constata um fato imutável. Ela é um reflexo da metodologia usada para a realização da pesquisa. E pode mudar.
Segurança. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação, da Assembleia Legislativa, aprovou mensagem do Poder Executivo, fazendo mudanças no Conselho Estadual de Segurança Pública, adequando-o à lei federal que criou o Sistema Único de Segurança Pública (Suspeitos), com o que fica fortalecido todo o setor.
Orquestração. A primeira reação do deputado Capitão Wagner à pesquisa do Ibope foi atribuir sua queda ao que chamou de ataques orquestrados de adversários e aproveitou para mandar um recado. “Se querem baixar o nível da campanha, garanto que tenho muito mais bala na agulha”.
Só no segundo turno. O presidente Jair Bolsonaro decidiu que não participará da campanha de candidatos no primeiro turno da eleição. Esperto, evita a frustração de assistir a derrota de aliados. Priorizando o segundo turno, os candidatos apoiados por ele terão melhor chance de serem bem-sucedidos.

“Nos dias de hoje, não se justifica candidato atribuir baixa preferência ao desconhecimento do eleitorado. Hoje, todo mundo sabe quem é todo mundo”.
Ex-deputado Antônio Câmara.

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