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Colunista - Fernando Maia

Os mentirosos

quarta-feira, 21 de outubro 2020

O orçamento de Fortaleza – 2021, que deverá ser de R$ 9 bilhões, já está comprometido. No entanto, para atrair eleitores, os candidatos têm mantido um ritmo desenfreado de promessas inviáveis. A advertência vem do próprio titular da Secretaria do Planejamento e Gestão, Phelipe Nothingham, que entregou o projeto da Lei do Orçamento Anual (LOA) ao presidente da Câmara Municipal, Antonio Henrique. Os aspirantes ao lugar do prefeito Roberto Cláudio se empenham em vender sonhos, deixando a impressão de que desconhecem à realidade com as incertezas econômicas do País, que estende-se à capital cearense, quando a previsão orçamentária para 2021 é de 2% de aumento na arrecadação, se tivermos bom período chuvoso e Deus for generoso. Para se ter ideia da situação, para o final do ano e para o próximo, existe uma longa fila de projetos aprovados. Sete escolas de tempo integral, 18 centros de educação infantil, reforma do “Frotinha” de Messejana, e de vários postos de saúde, drenagens, pavimentações e urbanização, conclusão das obras da Beira Mar etc. Por seu lado, o eleitor fica perplexo para lidar com liderança que ampara o seu programa eleitoral em ações de um suposto tráfico de influência. É um jogo perigoso, posto que daí é que nasce a mentira entre o moralmente certo e o imoralmente prometido, que termina nunca sendo cumprido.

Esperanças do PT. O PT é hoje um partido com dois candidatos competitivos para o segundo turno eleitoral: José Coses, de Vitória-ES, e Luizianne Lins, de Fortaleza. Nos demais estados e no Distrito Federal, seus candidatos estão entre os últimos. No caso de Fortaleza, o que o alto comando do partido deve concentrar os recursos do fundo partidário, investindo também na “Loura” parte dos milhões do fundo eleitoral. É bom lembrar que por mais honesto e sério que seja o candidato, não se faz eleição sem dinheiro para botar o bloco na rua.

Silêncio conveniente. O PDT é todo silêncio, sem informar nada sobre a saúde do seu candidato. Por prudência ou estratégia, o partido não emitiu um só comunicado para tranquilizar seguidores. Não saiu uma só nota oficial, como é praxe, dizendo que ele foi contaminado, mas está bem, segundo parecer médico, preparando-se para liderar a votação. O partido deve ter deduzido que não seria conveniente tais informações, para evitar comentários sobre os riscos de uma recaída durante a reta final da campanha.

O possível. Sabe-se, por ouvir dizer, que o deputado José Sarto Nogueira saiu da área de perigo disposto a enfrentar o desafio que o espera para o que der e vier, com ou sem plenitude física, mas pronto para a vitória ou para a derrota. Considerando-se a exiguidade do tempo para uma cura total até as eleições, é o que poderia fazer.
Pânico na CMFor. Na CMFor, a situação é de pânico, não só para quem luta pela reeleição, como também para os novos candidatos. Naquela casa, a falta de coligações já é sentida como a causa da maior renovação da sua História. A situação é agravada porque os vereadores se queixam da falta de apoio dos candidatos à PMF. E vice-versa.
Eleição sem debates. É estranho o desinteresse de emissoras de televisão para a realização de debates reunindo todos os candidatos à Prefeitura de Fortaleza. Segundo coordenadores de campanha, entre os muitos agravantes que tornam complicada a vida dos candidatos majoritários, está a ausência de debates, único instrumento eficiente para levar o eleitor a se decidir pelo candidato de sua preferência.
Parceria produtiva. Nas regiões de Aracati e dos Inhamuns, está estabelecida produtiva parceria entre os deputados Audic Mota, do PSB, e Eduardo Bismark, do PDT, do que resultou a instalação dos sistemas da TV Sinal, de Aracati, e TV Sinal de Tauá. Trata-se de inegável avanço para uma região onde a tecnologia da cmComunicação trará enormes benefícios.
Surpresa. A maior surpresa nas pesquisas eleitorais ocorreu com a consulta feita pelo Ibope em Juazeiro do Norte. Quando se julgava que o prefeito Zé Arnon (PTB) dispararia logo de saída, o resultado o colocou praticamente empatado com os candidatos Gledson (Podemos) e Nelinho (PSDB).

“O presidente Bolsonaro tenta desmoralizar autoridades médicas, insistindo na ideia criminosa de que ninguém será obrigado a se vacinar contra a covid-19”. Governador João Doria Júnior, de São Paulo.

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