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Colunista - Fernando Maia

Pela moralidade na politica

sexta-feira, 31 de julho 2020

Na próxima segunda-feira, no Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, ocorrerá o lançamento do “Movimento Eleições Limpas”, com a participação de representantes de partidos políticos e entidades sociais. O objetivo é iniciar uma campanha de combate à compra de votos e abuso do poder econômico nas eleições. Pode até ser ironia, mas a medida teve como figura motivadora não um personagem moralista e respeitador da política, mas o deputado Bruno Gonçalves (PL), responsável pelo vazamento de uma operação chocante, envolvendo negociatas político-eleitoreiras, que podem comprometer muita gente importante. No que concerne à compra de votos, todos sabemos que se trata de uma ilegitimidade praticada desde os primórdios das disputas eleitorais. Só que, a essa altura, a ineficiência da Justiça Eleitoral e do Ministério Público obrigaram políticos a entrar em cena depois do escândalo gerado pelo deputado Bruno Gonçalves. Como ponto positivo em relação ao “Movimento eleições Limpas”, quem quiser pode assinar a carta que pede moralização para a recuperação dos valores na vida pública, iniciativa do deputado Danilo Forte, com o apoio do jurista Djalma Pinto, advogado especialista em Direito Eleitoral e ex-procurador Geral do Estado.

É para agitar. Se a campanha para a Prefeitura de Caucaia, segundo maior colégio eleitoral do Estado, estava agitada. A tendência é que essa agitação se amplie depois de o ex-prefeito e ex-deputado federal José Gerardo Arruda entrar na disputa. Seis anos fora da política, por decisão da Justiça, ele quer voltar a ser a maior liderança daquele município. Pode não ganhar, mas vai atrapalhar muita gente.

Expulsão. Piorou a situação do deputado Bruno Gonçalves, com a reação do mundo político às suas declarações, consideradas arrasadoras pelo seu próprio partido. Lideranças do PL, que se mantinham inicialmente arredias, desde ontem, passaram a defender a sua expulsão.
Indignação. Um exemplo da indignação no PL.
O deputado federal Jasiel e a sua esposa, Doutora Silvana, deputada estadual, denunciaram à executiva nacional a imoral negociação do deputado Bruno Gonçalves para vender o partido ao prefeito Roberto Cláudio. Ambos querem o PL apoiando o Capitão Wagner.
O mesmo pecado. André Fernandes comemora antecipadamente. Não é mais o único ameaçado de cassação. Tem revelado a seguidores que as reações contra ele na Assembleia Legislativa serão abrandadas pela maioria governista, querendo salvar Bruno Gonçalves e Roberto Cláudio de qualquer processo.
Guerra de aliados. Segundo levantamento sobre a disputa pelas prefeituras do Ceará, alguns números mostram a esquisitice da “aliança” PDT-PSD. Os trabalhistas têm 121 candidatos, podendo chegar a 129. O PSD, com 90 pré-candidatos, pode chegar a 116. Na eleição, deverão se enfrentar em 80% desses municípios.
Maluco total. Orlando Silva, jurista, sociólogo e ex-ministro do Esporte, deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro, apresentou projeto de lei a favor de uma nova família brasileira, defendendo que pais possam casar com filhas e irmãos com irmãs. Não é fake news. A notícia é verdadeira.
Outro maluco. Informa-se em Brasília que o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) tem proposta que defende a transferência da capital do País, levando-a de volta ao Rio. Justifica que a mudança seria para recuperar a economia e acabar com a violência na Cidade Maravilhosa.

“Em países sérios, criam-se partidos para o bem da nação. No Brasil, os partidos são criados para o bem dos seus nem sempre honestos fundadores e dirigentes”.
Ex-deputado cearense Antônio dos Santos.

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