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Colunista - Cláudio Humberto

Portos podem ser pretexto para Campos romper

quarta-feira, 27 de março 2013

• Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador Eduardo Campos (PSB-PE) cogita usar a Medida Provisória dos Portos como motivo para romper com a presidenta Dilma, sua possível adversária nas eleições. Segundo aliados, as divergências sobre transferir a gestão do Porto de Suape para o governo federal eram tudo o que ele procurava para justificar sua saída da base aliada do governo.

• Motivo eleitoral – Mais interessado em acirrar o embate, o PSB sequer apresentou emendas à MP para garantir tratamento diferenciado à Suape.

• Tom do discurso – Eduardo Campos aproveitou a última audiência pública sobre a MP dos Portos, ontem, para alfinetar o governo. O Planalto não gostou. 
• Não dá ideia – Está no Twitter a sugestão de que Lula exija admissão por cota, se o ex-presidente FHC entrar na Academia Brasileira de Letras.

• Língua secreta – O jornal ABC, da Espanha, observou que o papa Francisco, argentino, só falou espanhol uma vez. Em português nem isso. E vem ao Brasil.

Inglaterra recua
de aumentar imposto
• Como no Brasil, o governo britânico havia aumentado imposto acima da inflação para fabricantes de cerveja, a partir de 2008 e até 2015. Mas acaba de revogar: isso provocou uma crise generalizada dos pubs, um dos principais cartões postais da Inglaterra, com demissões e fechamentos. A British Beer and Pub Association calcula que, desde 2008, seis mil pubs fecharam suas portas, média de 18 por semana.

• Será pior no Brasil – No Brasil, o impacto será maior que na Inglaterra: lá, o imposto cresceu  2% acima da inflação; aqui, serão 26%, o maior aumento da história.

• Desemprego à vista – O aumento de impostos para cervejas começa em abril, no Brasil, e até 2018, afetando 1 milhão de empregadores de 6 milhões de pessoas.

• Fogo amigo – O PR desconfia de “fogo amigo” no grande número de opções para assumir o Ministério prometido pela presidenta Dilma ao partido.

• Fato inédito – Pela primeira vez, Dilma não levou Aloízio Mercadante (Mec) à reunião do Brics, bloco do Brasil, Rússia, Índia e China e África do Sul. O “Papagaio de pirata” oficial foi com ela à reunião do Brics na China em 2011, e na Índia, em 2012, onde sua participação não foi notada.

• Sem noção – A presidenta Dilma levou uma comitiva de 52 pessoas para Roma, onde somente ela viu o papa Francisco. E levou 60 à importante cúpula anual dos países do Bric, que se realiza na África do Sul.

• Em causa própria – O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) presidiu ontem a sessão que criou estrutura – com dez cargos comissionados – para o Conselho de Altos Estudos, que será comandado por ele mesmo na Câmara.
• Sem saída – O deputado serrista Jutahy Júnior (BA) acha que José Serra tem apenas duas opções: apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência ou sair do PSDB. E Serra prefere a segunda opção.

• Numa fria – A Agência Brasileira de Inteligência demitiu por justa causa o agente William Tomazi Nogueira, que teria roubado dados confidenciais em dois meses de trabalho na Abin, como revelou a coluna, em setembro.

• Triangulação
 – Para escapar da chateação de órgãos fiscalizadores, o governo do DF repassou à ONU os recursos para pagar serviços de limpeza, vigilância e brigadista no estádio de Brasília, na Copa das Confederações. O Pnud, que se presta a isso, publicou aviso de licitação em São Paulo.


• Alô, Anatel – A operadora de tevê por assinatura Sky clama por uma acusação de estelionato: seu sinal não chega a cliente de Brasília há duas semanas, mas se recusa a descontar o serviço não prestado da fatura mensal.

• Sem herdeiras – O ex-governador do DF Joaquim Roriz (sem partido) não sabe quem apoiará nas próximas eleições, mas garante: não será a distrital Eliana Pedrosa (PSD), que tenta herdar os votos do rorizismo. 

O PODER SEM PUDOR
Bom para cachorro
Nos anos 1960, o chanceler Vasco Leitão da Cunha aproveitou e concedeu uma entrevista a caminho do aeroporto de Brasília, no carro oficial. No caminho, um cachorro atravessou a pista, o motorista fez uma manobra brusca, o carrão derrapou, e por muito pouco não houve um acidente grave. Passado o susto, ele respirou fundo e advertiu o pálido motorista, diplomaticamente:
– Meu caro Josias. Tenha sempre bom o seu coração, mas nunca esqueça de acionar o bom cérebro. Se tivesse acontecido o pior, imagine a manchete, amanhã: “Motorista mata ministro para salvar um cachorro”…

 

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