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Colunista - Fernando Calmon

Um país à deriva

quarta-feira, 22 de abril 2020

O Brasil, na marcha em que está indo, pode, sem exageros, ser comparado a uma embarcação à deriva, e num mar tempestuoso. A afirmação é do advogado Felipe Santa Cruz, polêmico presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. À luz da razão, as palavras do dirigente da entidade do porte e da importância da OAB sintetizam uma verdade incontestável. Justificando essa perspectiva com que ele aponta a gravidade do momento no País, Santa Cruz afirma que vivemos numa nação onde o seu presidente nem de longe se mostra à altura do cargo, que lhe foi confiado por 57 milhões de eleitores, e que desrespeita e descumpre a cada ato ou declaração os princípios fundamentais exigidos de um dirigente com status de verdadeiro chefe de estado. Diante de todo esse clima de crise e de desgoverno, entretanto, ele descarta, em nome de todos os que constituem a OAB, qualquer tentativa de um impeachment do presidente Bolsonaro, o qual, além de ter sido legitimamente eleito, não chega a ser um corrupto do nível dos muitos que foram cercados pela Lava-Jato e encarcerados pela Justiça. Cabe, então, às instituições como o Congresso, o STF, o MPF cumprirem seus papéis e neutralizar os efeitos dos disparates do presidente.

Prudência e equilíbrio. Nenhum setor tem sido economicamente tão prejudicado quanto a indústria e o comércio na atual crise. Existem as vítimas do coronavirus e as vitimas do isolamento preventivo. Há ansiedade de parte dos empresários para reativar suas atividades. Mauricio Filizola, presidente da Fecomércio, está sendo pressionado, usando de muita prudência para evitar a consequente retração econômica, fugindo da falência coletiva. Merece crédito e deve ser ouvido.

Tocou horror. Assustou, ontem, o anúncio de um projeto que seria enviado à Câmara Municipal pelo prefeito Roberto Claudio, punindo quem furar o bloqueio do decreto de isolamento social com multas exorbitantes e a cassação dos alvarás de funcionamento para os que assim agissem.

Precipitação. O projeto não chegou ao Legislativo municipal. Alguém de bom senso teria convencido o burgomestre da inconveniência de usar uma medida de força em vez do diálogo. Canja de galinha e uma boa conversa sempre são boas para acalmar o juízo e a precipitação de autoridades mal assessoradas.

Bancada discordava. Ainda sobre o assunto, a bancada governista concorda que haja exigência no isolamento social, mas é contrária a multas para empresas semifalidas. Todos consideram que o momento não é para confrontos, e muito menos com uma categoria que tem apoiado vereadores no caminho das urnas.

Ele sabe das coisas. Roberto Pessoa, quer nova mobilização das bancadas federais do Nordeste em defesa da urgência para a aprovação e liberação dos recursos provenientes do projeto de socorro aos estados. Ele denuncia que parlamentares bolsonaristas estariam agindo para impedir aprovação. E RP sabe das coisas.

Faec e FCDL insatisfeitas. Os presidentes da Faec, Flávio Saboya, e da FCDL, Freitas Cordeiro, que comandam setores produtivos, aplaudem o grupo de trabalho para retorno à normalidade, mas protestam abertamente contra a exclusão dessas entidades nesse GT.

“Há dúvidas se o pior é uma eleição com o País não recuperado da covid-19 ou o pleito se realizar sem a política se livrar dos corruptos”. Escritor e humorista gaúcho Luís Fernando Veríssimo.

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