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segunda-feira, 30 de novembro de 2020.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Colunista - Macário Batista

Uma busca de uma definição

sexta-feira, 20 de novembro 2020

Às vezes, é preciso andar muito até achar uma encruzilhada que leve a gente ao lugar que se imagina querer chegar. Em princípio arredio ao movimento intenso das redes sociais, vi chegarem aos meus pés, as mentiras, as zangas, as falácias, os destemperos, o amargor das posições numa comunidade antes alegre, pacífica, gozadora, moleca, que fazia piada até com a própria sorte e poesia com sua própria dor. E de tanto andar, de tanto apalpar a vida e me tirar da cegueira de que a rede social é definitiva e vai tentar o domínio do mundo (há lugares e sítios que já conseguiram). Finalmente, acordo que achei uma réstia de luz e não é, ainda, o fim do túnel, mas uma brecha aberta no imagnário; Raiva e narcisismo alimentam poder das redes sociais, diz especialista alemão. “O crescimento da digitalização sempre foi exponencial, mas a pandemia acelerou esse processo com esteroides”, afirma Martin Hilbert, pesquisador alemão da Universidade da Califórnia-Davis, nos Estados Unidos, e autor do primeiro estudo que calculou quanta informação existe no mundo. Conhecido também por ter alertado sobre a coleta de dados da consultoria Cambridge Analytica durante a campanha eleitoral de Donald Trump um ano antes de estourar o escândalo, Hilbert tem acompanhado de perto os efeitos digitais do coronavírus. E suas conclusões são pouco otimistas: ele diz acreditar que as pessoas não sabem como lidar com o poder dos algoritmos, que os governos não sabem usá-los a favor de seus povos e que as empresas resistem a adotá-los de modo ético. “Isso deveria preocupar especialmente a América Latina, líder mundial no uso de redes sociais”, adverte Hilbert, que morou uma década no Chile como funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) e hoje vive a 40 minutos de distância do Vale do Silício, nos Estados Unidos. A conversa é longa, mas sua manchete é definitiva: “Raiva e narcisismo alimentam poder das redes sociais”.

Frase: “Um cara veio à minha caixa de entrada e falou ‘oi’. Eu respondi ‘oi’. Ele disse ‘como você está?’, e eu respondi. Mas no dia seguinte, quando acordei, encontrei várias imagens bizarras. Ele tinha me mandado várias fotos pelado. “Foi chocante e triste”, relato de Cathy, um exemplo do que digo acima.

Esquerdas unidas. Se a briga é contra o “bolsonarismo”, no Ceará, juntou gregos, troianos e baianos, sobralenses e a turma do Montese. Pois bem: primeiro foi o PCdoB que se juntou à candidatura de Sarto no segundo turno pra prefeito de Fortaleza. No dia seguinte, o PT da Capital, que havia disputado com Luizianne Lins. O Governador Camilo Santana, do PT, foi quem começou o posicionamento. Pelo sim, pelo não, Sarto é beneficiário de um acervo interessante.

Propaganda
Na largada pro segundo turno, Zé Sarto diz na televisão que quer focar seu discurso na base da Cidade, seu entorno, suas raízes.
Propaganda II
No mesmo espaço de tempo o senhor Wagner diz na televisão que quer, se eleito, criar 20 colégios militares em Fortaleza. Ordem unida.
Juro que ouvi
Foi longa a reportagem sobre a importância do preço da tripa no agregado de preparação da panelada. Na televisão, de manhã cedinho. Tira-gosto nas alturas.
Liberou
A generosidade do MDB de Fortaleza anunciou que liberou seus tantos eleitores para votarem em quem bem quiserem no segundo turno, nas não vai apoiar ninguém.
Cê viu.
Aliás…
O MDB não elegeu um só vereador para Câmara de Fortaleza. Após o restabelecimento das eleições municipais, em 1985, é a primeira vez que o partido não elege representante.

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