32 C°

domingo, 15 de dezembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

Colunista - Solange Palhano

VIVER AOS 70 ANOS

quinta-feira, 06 de dezembro 2012

 São seis da noite, tomo um açaí, no primeiro piso do Center Um, e fico a observar senhoras a dançar com  bailarinos profissionais. Me emociono ao vê-las tão feliz bailando. Sem nenhuma maldade, estão ali pelo simples fato de gostar de dançar, de continuar vivendo, sorrindo e não ficar em casa falando de doenças ou em “deprê”. O fato de não ter um parceiro no dia a dia ao seu lado para acompanhá-las não as intimidam. Pagar um bailarino para rodopiar no salão improvisado é quebrar preconceitos, mostrar independência.

Aproximei-me de uma senhora que tinha lá seus 70 anos, era a mais animada delas e a indaguei se não tinha família em Fortaleza? Muito simpática, respondeu: “Necessitamos sempre de ter alguém ao nosso lado, filhos, mãe, companheiro, irmãos e amigos. Mas não é necessário nos anularmos e vivermos só em função de outras pessoas. Venho toda semana para cá com o meu motorista e conheço todo mundo por aqui. Amo a vida e aproveito dela tudo que tenho direito. ainda pretendo dançar muitos anos e aqui faço boas amizades”.

Acabei meu açaí e fui embora. Cheguei em casa e voltei a ler o segundo volume da série de E. L. James, Os Cinquenta Tons Mais Escuros.

Confesso que me decepcionei um pouco com o primeiro volume. O sexo selvagem de Chistian Grey é de um neurótico, a obra  é um pouco cansativa, muitos detalhes de suas relações sexuais, mas nos deixam curiosa para saber se Ana Steele consegue mudar o homem amado.

ALZHEIMER
Aproximadamente 36 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam o diagnóstico de algum tipo de demência. A doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência em idosos com 65 anos ou mais de idade, afetando cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Um relatório da ADI (Alzheimer’s Disease International), feito por especialistas do King’s College de Londres e do Karolinska Institute da Suécia, revela que 75% dos portadores da enfermidade não sabem que têm a doença e o diagnóstico da doença de Alzheimer demora, em média, 3 anos. Já em 2010, um levantamento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) constatou que a demora no diagnóstico correto e no acesso aos remédios adequados dificulta o tratamento. “O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento medicamentoso e às terapias de apoio, é fundamental, não só para melhorar a qualidade de vida do paciente e do cuidador, como para diminuir a velocidade do desenvolvimento da doença, que ainda não tem cura, mas pode ser controlada”, explica o neurologista Rodrigo Rizek Schultz, do Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo (NUDEC-UNIFESP).

Eleições no TCM
Por cinco votos a dois, o conselheiro Chico Aguiar foi eleito presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), ontem. Na ocasião, também foram eleitos, por aclamação, Marcelo Feitosa, vice-presidente do Tribunal, e Hélio Parente para Corregedoria. Chico Aguiar, após a eleição, prometeu aproximar ainda mais a Corte de Contas da sociedade. Segundo informou a assessoria do Tribunal, a data da posse será marcada após uma conversa entre o novo presidente e o atual presidente, Manuel Veras, na próxima semana.

ASSIM A DESIGUALDADE SOCIAL NUNCA ACABARÁ
Estudo internacional divulgado, nesta terça-feira, realizado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), mostra o Brasil em penúltimo lugar em um ranking global de educação.

O levantamento comparou o desempenho de 40 países, levando em consideração quesitos como notas de provas em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas, feitas por estudantes de cada local entre 2006 e 2010, além de qualidade dos professores e quantidade de alunos que ingressaram na universidade, entre outros. Sem educação seremos sempre um país subdesenvolvido e  a desigualdade social nunca acabará. A pesquisa apontou que os três melhores colocados são Finlândia, Coreia do Sul e Hong Kong, seguidos por Japão e Cingapura. Em um grupo intermediário estão Alemanha, Estados Unidos e França. Já entre os piores sistemas do mundo figuram, além do Brasil, mais seis países: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia (último colocado no ranking).

hoje

Mais lidas